sábado, 20 de fevereiro de 2010

Eu, um ser inconstante.


Tenho muita dificuldade de me afirmar em algo assim, como ser inconstante. Porque daqui a meia hora eu posso simplesmente não querer mais ser inconstante ou não me achar mais inconstante. E sendo assim, é inconstância. Mas eu, um ser pensante, quase dono por completo de todo o meu nariz, tenho o direito de me cansar de ser amanhã qualquer coisa que eu tenha sido hoje. Confesso a hipocrisia que há nisso, pois reclamo dos inconstantes. Tudo tem sua tolerância e eu tenho baixa tolerância aos que dizem que hoje podem querer alguém, porém não podem afirmar nada, pois amanhã é outro dia e ele pode não querer mais ninguém. Não há quem aguente ficar à mercê das suas vontades mal decididas. Pois bem, não é a vontade alheia que me levou a essas palavras. É que eu queria falar de mim, inconstante.
Não quero mais.

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