sexta-feira, 9 de abril de 2010

(...)


- E eu sei que o que eu vou dizer agora você não vai acreditar, até acho que você nunca acreditou. Mesmo assim... Eu te amo.
- São em horas como essas que você diz coisas realmente coerentes.
- Sobre te amar?
- Não. Sobre eu não crer.
E sem esperar resposta ela foi sendo abraçada como se precisasse daquele abraço tanto quanto de ar, ao menos era assim que ele parecia pensar sobre a forma como a abraçava. Ela se quer retribuiu, não poderia. Por vezes foi ela quem o abraçou, preocupou-se, disse e repetiu sobre o amor que havia nela, dessa vez ela achou que ele precisava não ter retorno. Nem um sua mente ela pode retribuir a declaração, estava saturada do suficiente para ser indiferente a esse ponto.

A unica verdade sobre ela é a falta de desejo que ela tem em ouvir uma declaração novamente. Foram tantas e tão em vão que cansou-se. Se há alguém no mundo que sabe sobre o dia em que ela não mais resistirá a ouvir isso, não quer nos contar.

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